Fintechs contribuem para reduzir custo e ganhar escala

“Em cinco anos, o dinheiro irá mudar de mãos”. A frase, dita por Guga Stocco, head de Estratégia e Inovação do Banco Original, tem como base a mudança de hábitos provocada pelo uso das novas tecnologias, especialmente aquelas oferecidas pelas fintechs. Essas startups atuam em serviços financeiros e ganham relevância graças ao crescente acesso à internet e aos smartphones. O tema foi discutido no 9º Congresso ANBIMA de Fundos de Investimento nesta quinta-feira, em São Paulo.

• • •

Produtividade necessita de foco, motivação e inovação

Autor dos best sellers “O Poder do Hábito” e “Mais Rápido e Melhor”, o norte-americano Charles Duhigg acredita que as pessoas mais produtivas não são necessariamente as que trabalham mais, mas aquelas que se treinaram para pensar de uma maneira diferente dos outros. Repórter do jornal The New York Times, Duhigg abordou o tema produtividade em palestra de encerramento da 9ª. edição do Congresso ANBIMA de Fundos de Investimento, em São Paulo.

• • •

Mercado de capitais e fundos estruturados são alternativas ao BNDES para financiar infraestrutura

A solução para o problema do financiamento dos projetos de infraestrutura, na medida em que crescem as restrições orçamentarias do BNDES, envolve vários fatores, incluindo maior relevância do mercado de capitais, fundos estruturados, projetos com riscos mitigados e com taxa adequada de retorno para o investidor. O tema foi debatido durante o Congresso ANBIMA de Fundos de Investimentos, realizado em São Paulo. “Este é, talvez, o mais importante tema do momento, dada a necessidade de recursos para os projetos de infraestrutura. Nós, da ANBIMA, sabemos do nosso papel e da nossa corresponsabilidade em encontrar alternativas para o país”, comentou o Luiz Chrysostomo, diretor da entidade e moderador do painel.

• • •

Transformação do mercado de trabalho é oportunidade para a previdência privada

Cada vez mais pessoas largam a vida de carteira assinada, por vontade própria ou não, e se aventuram no mercado de trabalho de forma autônoma, isto é, sem vínculo com qualquer empregador. Em 2014, no Brasil, o percentual de empregados com carteira assinada era igual ao de empresários, de acordo com pesquisa a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho. “Essa transformação radical no mercado de trabalho brasileiro nos impõe o desafio de estimular os trabalhadores a poupar para o futuro”, afirma José Roberto Afonso, economista e professor do IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público). Ele participou de palestra sobre previdência nesta quinta-feira, no 9º Congresso ANBIMA de Fundos de Investimento, em São Paulo.

• • •

Nova versão do Código de FIP/FIEE está prevista para 2018

Uma nova versão do Código de FIP/FIEE, documento da ANBIMA em parceria com a ABVCAP (Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital), deve ser divulgada em 2018, segundo o diretor da Associação Luiz Chrysostomo durante o 9º Congresso de Fundos de Investimento, que terminou nesta quinta-feira em São Paulo.

• • •

Disputa entre o novo e o velho deve marcar a eleição de 2018

Com o andamento e os desdobramentos da operação Lava-Jato, as eleições presidenciais de 2018 ainda são uma grande incógnita, mas tendem a ser uma briga entre o novo e o velho, sem a tradicional polarização de direita e esquerda. Para João Augusto de Castro Neves, diretor para América Latina da consultoria da risco político Eurasia, é possível que a corrida presidencial comece com diversos candidatos e termine como “um jogo de resta 1″ por efeito da Lava-Jato, e não necessariamente pela escolha das urnas.

• • •

Reformas não podem se restringir à previdência e às regras trabalhistas

O otimismo com a aprovação das reformas e a certeza de que elas não podem se restringir às mudanças nas regras trabalhistas e previdenciária, sob pena de o crescimento não ser sustentável, deram o tom no debate sobre o cenário político e econômico que aconteceu na manhã desta quinta-feira no 9º Congresso ANBIMA de Fundos de Investimento, que acontece em São Paulo.

• • •

Profissionais devem buscar conhecimento técnico e humano

A educação técnica e continuada, a valorização do processo de aprendizado, a visão do cliente e a capacitação de pessoas para entender de pessoas são algumas demandas fundamentais na atualização de profissionais que atuam na dinâmica indústria dos mercados financeiro e de capitais.

• • •

Supervisão educativa em gestores que acumularão atividade de distribuição

No segundo semestre deste ano, os 27 gestores de fundos de investimento que aderiram ao capítulo de distribuição do Código de Fundos de Investimento serão submetidos à supervisão. “Essa prática terá caráter educativo”, explica Fábio Monteiro, coordenador de Supervisão de Mercados de Distribuição, Negociação e Serviços Qualificados da ANBIMA. “O objetivo desse monitoramento será verificar o que ainda não está de acordo com o código”.

• • •

Revisão do Código de Fundos deixará mais claro o papel de cada agente

A ANBIMA está trabalhando na revisão de seu Código de Fundos de Investimento. Segundo Wagner Murgel, diretor-geral da Fator Administração de Recursos e membro do Comitê de Multimercados e da Comissão de Fundos de Investimento da Associação, a principal preocupação é separar, na nova versão, as atividades de cada participante da indústria. “Precisamos deixar mais claros os papéis da administração fiduciária e da gestão”, explica.

• • •

O mito da racionalidade na hora de decidir um investimento

Decidir sobre alternativas de investimentos, tamanho dos aportes e prazos não é tarefa das mais simples. Diferentemente do que se pensa, os aspectos racionais têm relevância limitada no processo de escolha. As armadilhas ao tomar decisões de investimentos foram tema da palestra de Aquiles Mosca, presidente do Comitê de Educação de Investidores, no seminário “Como Investir em Você”, evento paralelo ao 9º Congresso de Fundos de Investimentos da ANBIMA.

• • •

Risco ambiental deve ganhar mais relevância com a queda nos juros

De que forma a esperada queda dos juros brasileiros e os riscos de mudança climática estão relacionados? À primeira vista, pode parecer que não há ligação entre os dois aspectos. Mas gestores de recursos consideram que a redução das taxas deve fazer com que o risco socioambiental e de mudanças climáticas se torne mais relevante na precificação (“valuation”) das empresas. Os impactos das alterações do clima sobre a matriz de risco das companhias e a necessidade de divulgação e transparência dessas informações foram debatidos nesta quinta-feira no 9º Congresso ANBIMA de Fundos de Investimento, que acontece em São Paulo.

• • •