Indústria brasileira de fundos é referência internacional

A regulação da indústria de fundos do Brasil – que hoje soma R$ 3,7 trilhões em patrimônio líquido – é internacionalmente reconhecida como referência, na visão de Leonardo Pereira, presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Durante o 9º Congresso ANBIMA de Fundos de Investimento – evento que acontece hoje e amanhã em São Paulo – Pereira mencionou que, em estudo feito pelo Financial Stability Board (FSB), o Brasil obteve destaque, sendo bem avaliado em critérios relacionados tanto à regulação como à supervisão da indústria. “Isso traz credibilidade frente ao investidor”, destaca.

Pereira avalia que um dos fatores que contribuíram para o fortalecimento da indústria nos últimos anos foi a publicação da Instrução CVM 555, normativo que resulta da revisão da 409, que por dez anos foi a referência para a atuação da indústria de fundos. “Com a 555, passamos a abranger outros ativos, como os FIDCs (fundos de investimento em direitos creditórios) e FIPs (fundos de investimento em participações)”.

Avanços como esse, avalia, fazem com que o Brasil saia mais forte e estruturado da atual crise econômica. Mas destaca que ainda há oportunidades para o País se torne ainda mais competitivo. “Temos de dar respostas firmes e consistentes de que questões de governança e ética vão ser sustentadas por ações que atraiam investimentos e beneficiem a economia real”, destaca.

Das nove edições do evento – que ocorre a cada dois anos – Pereira esteve presente em duas, além da atual. Na última ocasião, em 2015, lembra que “muitos pontos de interrogação foram colocados na mesa sobre a recuperação do Brasil”. Diferente daquela ocasião, o presidente da CVM acredita que, hoje, as questões estão encaminhadas. “A cada dia, com horizontes mais claros, iremos recuperar a confiança dos investidores”, acredita. “O Brasil mostrou que tem instituições que são sólidas e que funcionam, independente do cenário”.